Quem ganha dinheiro, e muito, é o dono do aplicativo. A tecnologia servindo para a super exploração do trabalho. E a mesma tecnologia ainda é usada para dar a sensação aos jovens trabalhadores, de que são “empreendedores”. Mas na verdade são trabalhadores sem nenhum direito, expostos a trabalho extenuante de até 12 horas por dia pra ganhar …um salário mínimo, quando muito. Leia pequeno artigo Do Portal 6 minutos

Entregadores de aplicativos como iFood, Rappi e Uber Eats passam o dia rodando a cidade para ganhar menos de R$ 50, segundo relatos postados em um grupo da categoria nas redes sociais. Nos dias bons, os ganhos podem passar de R$ 100. Mas para chegar neste valor é preciso passar mais de 12 horas na rua entregando pedidos de restaurantes, farmácias e supermercados.
Quem trabalha com esse tipo de serviço enfrenta outro problema: não sabe quanto vai receber ao final do dia. Tudo depende da quantidade de pedidos entregues. “Vai ter dia que ganha R$ 50 só no almoço e outro em que não vai tocar nenhuma vez”, disse um entregador. “Vai ter dia que vai ter 10 corridas, outros com cinco. Isso varia muito do dia, da demanda de pedidos, do número de entregadores. Então é tudo muito relativo”, contou outro.
Existe ainda outra variável: os ganhos dependem do meio utilizado para fazer entrega: quem usa moto recebe mais do que quem utiliza bike. A lógica é que de moto dá para finalizar mais pedidos.
Falta de condições adequadas
No período em que estão trabalhando, esses entregadores têm poucos pontos de apoio para recarregar o celular, ir ao banheiro, comer, beber e até aguardar o próximo pedido. Por isso é comum que eles se aglomerem em ruas próximas a shopping centers, restaurantes e estacionamentos de supermercados. O local de descanso, nessas situações, é a calçada ou em cima da moto mesmo. A preferência por esses lugares tem até uma explicação relacionada à segurança: como alguns carregam dinheiro, se sentem mais seguro em grupo.
Além de ser uma situação insalubre para entregadores, a aglomeração na porta dos estabelecimentos desagrada os donos de comércios, que temem perder consumidores que esperam encontrar entradas livres quando vão às compras.
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Tenho restaurante e tenho 1 motoboy e 1 bikeboy,e temos o maior respeito por eles pois sabemos que assim como nós precisamos sustentar nossa familia eles também precisam.
E é uma categoria que deveria ser mais valorizada.
Se eu pudesse com certeza pagaria mais,pois são merecedores.
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