Desemprego/economia/Pobreza

IBGE: Mais de 14 milhões de pessoas estão desempregadas e 32 milhões estão “sub empregados” em empregos precários

A tragédia do desemprego e do sub emprego começou antes da pandemia, com retirada de direitos dos trabalhadores com o argumento de que aí a economia melhoraria. Mas como vai melhorar se o cara já não ganha mais o mesmo que ganhava? Aí ele compra menos. E se ele compra menos, menos é produzido. e se menos é produzido, menos trabalhadores são necessários. É assim que o capitalismo funciona. Ou vem a super exploração do trabalho com milhões ganhando cada vez menos e cada vez menos gente bilionária acumulando mais. A pandemia só agravou o que Guedes e Bolsonaro iniciaram.

Leia matéria Do Poder 360 sobre os Dados do IBGE, que é do Governo. Imagina a tragédia que ainda esta por vir em 2021, que inicia sem Vacinas pro povo e sem o Auxilio Emergencial, que pelo menos ainda permitia as pessoas comprarem algumas coisas e portanto manter alguns empregos:

Voluntário distribui alimentos em frente ao HRAN (Hospital Regional da Asa Norte), referência no atendimento a infectados por covid-19 em Brasília (DF)Sérgio Lima/Poder360 – 4.abr.2020

A taxa de desocupação atingiu 14,3% no trimestre encerrado em outubro (agosto, setembro e outubro) de 2020, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O percentual de pessoas que procuravam vaga no mercado de trabalho subiu 0,5 ponto em comparação com o trimestre anterior, de maio a julho, quando estava em 13,8%. A taxa também aumentou 2,7 pontos percentuais frente ao mesmo trimestre (agosto, setembro e outubro) de 2019, quando era de 11,6%.

O desemprego atinge 14,1 milhões de pessoas, quase 1 milhão a mais (931 mil) do que no trimestre anterior. O número representa alta de 7,1%. Em relação ao mesmo trimestre de 2019, o crescimento foi de 13,1% (1,7 milhão de pessoas a mais).

Os dados foram divulgados nesta 3ª feira (29.dez.2020). Eis a íntegra (5 MB).

O nível de ocupação –percentual de pessoas ocupadas na população em idade para trabalhar– chegou a 84,3 milhões de pessoas, alta de 2,8% na comparação com o trimestre encerrado em julho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, caiu 10,4%. São 9,8 milhões de pessoas a menos nessa condição.

SUBUTILIZAÇÃO E DESALENTO

A taxa de subutilização teve leve queda de 0,5 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, ficando em 29,5%. Em relação aos mesmos 3 meses de 2019, aumentou 5,7 ponto percentual.

É considerado subutilizado quem está desempregado, trabalha menos do que poderia ou não procurou emprego mesmo estando disponível para trabalhar.

A população nessa condição não teve variação significativa frente ao trimestre anterior: são 32,5 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo trimestre de 2019, porém, a alta foi de 20%, ou seja, 5,4 milhões de pessoas a mais estão nessa condição.

Os desalentados –aqueles que desistiram de procurar emprego– também não tiveram variação frente ao trimestre encerrado em julho. Na comparação com agosto, setembro e outubro do ano passado, a alta é de 25%, o que significa 1,2 milhão de pessoas a mais identificadas dessa maneia.

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