Em uma canetada, Nunes Marques soltou Levi Adriani Felício, apontado investigações da PF e Polícias estrangeiras como peça-chave no xadrez do crime organizado: o elo entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a ‘Ndrangheta, a temida e poderosa máfia italiana.
A notícia parece ter passado meio a margem da atenção da mídia, voltada para a Copa do Mundo. Mas a Band noticiou. Em um tempo onde Grupos Criminosos como o PCC e o CV são taxados de “terroristas” pelo Império, uma medida destas é no mínimo estranha, ainda mais que ela favorece também outros Criminosos do mesmo porte, como afirmam especialistas a mesma matéria da Band.
O Tamanho do Estrago
Para entender a gravidade da decisão, é preciso olhar para quem foi beneficiado. Levi não é um criminoso comum ou um “peixe pequeno”. Ele capitaneava um esquema que abastecia as duas maiores facções do Brasil (PCC e Comando Vermelho) a partir do Paraguai, conectando o mercado sul-americano à Europa e aos Estados Unidos. Estamos falando de uma estrutura sofisticada o suficiente para movimentar toneladas de entorpecentes — como o veleiro interceptado pela Marinha americana com 4 toneladas de cocaína — e acumular um patrimônio bilionário, estimado em quase R$ 2 bilhões.
Derrubar uma estrutura desse porte exige anos de cooperação internacional, inteligência policial, risco de vida para agentes e milhões de reais dos cofres públicos. No entanto, tudo isso foi neutralizado no tapetão de Brasília.
A Manobra Técnica e a Cegueira Deliberada
A justificativa para a redução da pena e a consequente soltura baseou-se em um malabarismo técnico. Ao analisar o habeas corpus, o ministro Nunes Marques até reconheceu que os réus integravam uma organização criminosa. Porém, em uma interpretação extremamente benevolente, desconsiderou a acusação de associação para o tráfico.
Com a exclusão desse crime da conta, a pena desmoronou. O recálculo abriu as portas da cadeia para Levi já no mês de março.
Quando o foco da Polícia Federal e das Forças de Segurança é atingir o poder financeiro das organizações, tratar a engrenagem logística e financeira de um consórcio internacional de drogas como um mero detalhe burocrático ignora a realidade sangrenta das ruas.
Desmembrar esses conceitos no papel para abrandar penas é no mínimo prestar um desserviço à segurança pública. Mas pode ser muito mais grave que isto, uma provocação para ações mais virulentas do Império contra o Brasil.
É impossível dissociar o comportamento de Nunes Marques de sua origem no tribunal.
A indicação de Kassio Nunes Marques por Jair Bolsonaro, dita estratégica pelo ex presidente agora presidiário, revela-se um dos maiores estelionatos políticos sofridos pela parcela da sociedade que clamava pelo fim da impunidade.
O “garantismo” de Nunes Marques parece funcionar muito bem para colégios de amigos e barões do pó, enquanto o cidadão comum arca com o custo social de ver grandes líderes de facções retornando às ruas.
Um Banho de Água Fria nas Forças de Segurança
Que mensagem o STF envia aos policiais federais, aos promotores do Ministério Público e às agências internacionais que cooperam com o Brasil quando o principal articulador da rota da cocaína é solto por um preciosismo técnico? Tem caroço neste angú.
A soltura do elo entre o PCC e a máfia italiana não é apenas um erro judicial; é um atentado contra a soberania e a segurança do país.
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Limpar esse imenso lamaçal de lodo fecal herdado dos desastres governamentais de Tem*r e Boçalnato levará, possivelmente, mais de uma década.
Tenho dúvidas se o povo brasileiro, idiotizado de tão manipulado, e essa espúria legislação eleitoral, que proporciona que APENAS 7% do atual congresso patético tenham sido eleitos pelo voto popular, permitam essa faxina tão necessária.
Nossa situação é lastimável.
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Difícil. Mas seguimos na boa luta.
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Eu não pararei jamais!!!
🫂🫂🫂
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Reproduzi
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