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Agro é Pop…e criminoso!!! Agronegócio e Omissão do Governo provocam Violência e Assassinatos de Indígenas Kaingang no RS : Arrendamentos da Morte!

Arrendamento de Terras Indígenas para plantio de Soja Transgênica por si só já deveria ser crime duplamente tipificado: uso das terras indígenas para plantio de grãos que não tem a ver com características indígenas e pior, grãos cheios de veneno.

Se não bastasse a devastação ecológica promovida para plantar commodities em forma de grãos e não alimentos, o Agronegócio entra nas áreas indígenas e coopta pela força do dinheiro indivíduos no seio das próprias comunidades, produzindo falsas disputas internas, que não fosse a ilegal, ilegítima e criminosa intervenção dos pseudo “agricultores” que arrendam as terras, nada disto aconteceria.

E falo em Pseudo Agricutores, por que agricultor de verdade é quem produz alimentos para por na nossa mesa. E 70% da nossa mesa vem da Agricultura Familiar, não da envenenada soja plantada em terras que como no caso destas terras Kaingang, “são adubadas” com a violência capitalista do agronegócio e o suor e sangue de suas vítimas indígenas.

Segue nota do Conselho Indigenista Missionário dando conta da Verdade que não será mostrada nas RBS e na grande mídia gaúcha e brasileira que avaliza o Agronegócio.

Nota do Cimi Regional Sul em repúdio às violências em terras indígenas

Os que arrendam as terras indígenas precisam ser responsabilizados pelos crimes e pelo incentivo, de fora para dentro das comunidades, à violência. Fechar os olhos para os crimes é avalizá-los

Conselho Indigenista Missionário - Cimi

Arrendamentos da morte!

O Conselho Indigenista Missionário – Cimi Regional Sul vem a público denunciar as práticas criminosas de arrendamentos de terras indígenas que desencadearam, nos últimos meses, uma série de violências em áreas Kaingang no Rio Grande do Sul.

Há registros de conflitos internos, em função dos arrendamentos, nas terras de Nonoai, Serrinha, Ventara, Carreteiro e Guarita.

Não se pode mais continuar tapando o sol com a peneira. Ou os órgãos de controle e fiscalização da lei agem ou se tornarão cúmplices da exclusão, da fome, do abandono e das mortes nas terras indígenas.

É chegado o momento de se reverter o quadro perverso de esbulho e violência e começar a identificar e processar os que se beneficiam da produção de soja transgênica dentro das áreas indígenas. São   grupos de pessoas que há décadas exploram os bens da União, terras que deveriam ser destinadas ao usufruto exclusivo dos povos. Os que arrendam as terras indígenas precisam ser responsabilizados por esses crimes e pelo incentivo, de fora para dentro das comunidades, à violência. Fechar os olhos para os crimes é o mesmo que avalizá-los.

O Cimi Sul repudia veementemente todas práticas de violência internas e externas. Mas esse dia, 16 de outubro de 2021, ficará marcado como um dos mais sombrios e cruéis da história recente dos povos originários. Há notícias de que quatro pessoas foram assassinadas, como resultado de um conflito interno, dentro da Terra Indígena Serrinha, município de Ronda Alta, no norte do Rio Grande do Sul. Muitas outras acabaram sendo espancadas, aprisionadas e tudo para saciar a saga do lucro e da ganância sobre os bens indígenas.

O Cimi Sul denuncia essa prática de esbulho e as violências contra a vida dela decorrentes.  Denuncia, também, a omissão e negligência, premeditada ou não, dos órgãos públicos que deveriam atuar no sentido de proteger os bens da União e manter em segurança as comunidades.

O Cimi Sul, diante da antipolítica indigenista que incentiva a exploração das áreas, se coloca de forma radical contra toda e qualquer perspectiva de uso das terras, seja por meio de arrendamentos, parcerias agrícolas ou outras formas de esbulho.

O Cimi Sul solidariza-se com as vítimas das violências, mas, especialmente hoje, repudia a covardia dos crimes e manifesta seus pêsames aos familiares daqueles que foram assassinados.

Há que se dar um basta aos arrendamentos, essas práticas que excluem, marginalizam e matam os filhos da mãe terra.

Chapecó, SC, 16 de outubro de 2021

ATUALIZAÇÃO NESCESSARIA DESTE ARTIGO:

Um camarada meu, Vilmar Carpter me fez lembrar no Twitter sobre como os Representantes do Agro Negócio ajudaram a criar este clima de ódio. Há vários vídeos de Luiz Carlos Heinze incitando o Racismo e o Preconceito nas Redes: Veja este:

E leia também aqui no Blog

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