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Eleitores pobres e jovens da periferia migram de Bolsonaro para Lula, mostra Estudo do CESOP/UNICAMP)

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e presidente Jair Bolsonaro (PL) Foto: Arte
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e presidente Jair Bolsonaro (PL) Foto: Arte

Para o cientista político Oswaldo Amaral, diretor do Cesop/Unicamp, o cruzamento de microdados da pesquisa IPEC, mosta “retorno” do eleitorado que se distanciou do PT na última eleição

Dados corroboram o que eu disse no artigo A Estrela que ilumina corações e mentes no caminho para a Utopia onde mostro outro cruzamento de dados, do Crescimento da Simpatia Popular pelo PT, que volta a patamares próximos do que ocupou no auge das Eras Lula e Dilma no Governo.

Segue o artigo com Informações de O GLOBO

Cruzamento realizado com dados da pesquisa Ipec divulgada na semana passada mostra que os eleitores de menor geração, cuja renda familiar mensal vai até um salário mínimo, e aqueles que moram em municípios nas periferias de grandes centros urbanos são hoje os que mais acenam com a intenção de migrar do presidente Jair Bolsonaro (PL) para o ex-presidente Lula (PT) na eleição presidencial de 2022. Entre os que declararam ter votado em Bolsonaro em 2018, segundo o Ipec, 45% apontam a intenção de repetir o voto. Já os outros 55% indicam outras opções, inclusive a hipótese de votar branco ou nulo.

A pesquisa do Ipec, realizada entre 9 e 13 de dezembro, apontou que Lula é o principal herdeiro dos eleitores de Bolsonaro, dos quais 22% dizem que votariam no petista hoje.

O percentual que migra para Lula sobe para 32% entre os mais pobres, considerando os eleitores que já declararam agora intenção de votar em algum candidato, em branco ou nulo. Já entre moradores da periferia, categoria que inclui, por exemplo, habitantes das cidades da Baixada Fluminense e da Grande São Paulo, 37% dos que votaram em Bolsonaro em 2018 e já manifestam alguma intenção de voto hoje apontam preferência por Lula.

Na avaliação do cientista político Oswaldo Amaral, diretor do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop), da Unicamp, que realizou o cruzamento com base nos microdados da pesquisa Ipec, os números indicam um “retorno” do eleitorado que se distanciou do PT na última eleição.

– Em 2018, o PT perdeu votação expressiva nas periferias de grandes cidades, em um contexto de problemas econômicos do governo Dilma, casos de corrupção e alta do antipetismo. Depois de três anos de governo Bolsonaro, parece haver uma avaliação de que a situação atual é pior, especialmente em termos de renda e desemprego – afirmou Amaral.

No segundo turno entre Bolsonaro e o petista Fernando Haddad, o então candidato do PSL teve mais de dois terços dos votos válidos em municípios como Belford Roxo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em Itaboraí e São Gonçalo, parte da Região Metropolitana do Rio, e em Guarulhos e Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Bolsonaro também derrotou Haddad em redutos petistas do ABC paulista, como Diadema e São Bernardo do Campo.

Em 2014, na reeleição de Dilma Rousseff, uma candidata do PT havia ultrapassado a casa de 70% dos votos em cidades da Baixada Fluminense e venceu o postulante do PSDB, Aécio Neves, em sete municípios da Grande São Paulo.

Evangélica de base

Eleitores mais jovens e com menor escolaridade que votaram em Bolsonaro em 2018 também apresentam de forma mais consistente a intenção de votar em Lula na próxima eleição, de acordo com os dados do Ipec.

Bolsonaro, por outro lado, consegue reter hoje maior quantidade de eleitores que se declaram evangélicos. Reconhecem os integrantes de diferentes denominações e aqueles que não se associam a nenhuma igreja em específico, 58% declaram voto novamente em Bolsonaro, enquanto apenas 13% afirmam que pretendem votar em Lula.

Os números apresentam ainda que as mulheres, de modo geral, se apresentam hoje menos inseridas na dinâmica de migração entre Bolsonaro e Lula do que os homens. Segundo a pesquisa, 34% do eleitorado feminino de Bolsonaro em 2018 não mostra a intenção nem de repetir o voto, nem de escolher o petista em 2022. Entre os homens, este percentual é de 27%.

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