Brasil/Guerra Híbrida

A fantástica Fábrica de mentiras da Direita e a Marca da verdade que pode superá-la

Necessitaríamos de um “cavalo de pau desburocratizador” na Tecnologia da Informação e da Comunicação para que conseguíssemos derrotar a extrema direita nas Redes Sociais, diz Lucio Uberdan, Lucio Uberdan – Diretor da Bateia – Mineração de Dados, empresa especializada em análise de redes sociais para posicionamento político em ambiente de internet, voltada a prefeituras, entidades sindicais, organizações não governamentais e mandatos parlamentares.

Chamo atenção para o que diz o Lúcio neste pequeno comentário:

Por Lucio Uberdan no facebook

Capa da Diplomatique Brasil (ainda não li) acerta em cheio em retomar o destaque para a “fábrica” de notícias falsas em expansão no país. A máquina de governo, em especial com as emendas secretas e o aprimoramento digital de produção e distribuição das fake news, já colocam Bolsonaro no 2º turno e pode surpreender.

Quem acompanha um pouco do subterrâneo dos grupos de extrema-direita do país, e são muitos, pois a instância política da ultradireita é nativa digital e se realiza em grupos de mensagens participativos e horizontais, diferentes das outras organizações políticas, totalmente verticalizadas na organização e comunicação, sabe que o exército deles está organizado, mobilizado e avançando.

Diferente do confronto “Democratas X Republicanos”, na última eleição norte-americana, aqui derrotá-los no digital é praticamente impossível na atualidade, necessitaria um “cavalinho de pau desburocratizador” na tecnologia e comunicação que demora para ser implementado, mas na “política” é plenamente possível descontar essa fragilidade, pois a marca Lula vai “naturalmente” de encontro as necessidades prioritárias do eleitor brasileiro de 2022: paz e realizações (políticas públicas).

Sem muito pestanejar, chegamos a conclusão de que podemos vencer a Eleição com Lula, mas não resolvemos a relação do PT com a Tecnologia da Informação e Comunicação, o que pode significar um problema grande logo adiante, quando o Governo Lula pode ser posto a prova diante da dificuldade que terá para implementar todas as políticas necessárias no tempo em que a sociedade as necessitará, até por conta do amplo leque de alianças que estamos realizando para impor a necessária derrota do Bolsofascismo.

O PT não encara a Comunicação como Arma de Guerra. Na analógica visão dos dirigentes petistas, Comunicação é “Jornalismo, Propaganda e Marketing”. Com esta visão, boa parte dos recursos destinados a Comunicação acabam sendo colocados nestes três quesitos e em tempos de Internet, não faltarão recursos inclusive para o Google, facebook, Instagram, etc…além de dinheiro para espaços na mídias tradicionais.

Agora, diante do avanço célere da Ultra Direita, justamente por que construiu Estratégias e exército com batalhões setoriais nas Redes Sociais, e não é de hoje, mas há muito tempo, como menciono no artigo “De 2005 a 2020,O PT e a Guerra Híbrida no Brasil: as muitas batalhas perdidas e poucas ganhas na comunicação“, setores antipetistas históricos, travestidos de esquerda por suas pautas identitárias, mas que foram baluartes das manifestações antigovernamentais e antipetistas de Junho de 2013, surgem como “alternativa” para melhorar nossa condição para as eleições em 2022.

Para derrotar o fascismo, precisamos sim de uma FRENTE AMPLA com todos que se disponham a derrota-lo, da esquerda, centro esquerda, centro, centro direita e até da própria direita, se setores sensatos nela ainda houver.

Mas aí, se a Vitória se concretizar, teremos um Governo a Manter e Defender. E a Extrema Direita Bolsonarista seguirá bem viva e com suas redes em funcionamento. Também bem vivos que com suas redes em funcionamento estarão os que já agora anunciam que trabalharão pela vitória de Lula, mas que voltarão “a incendiar as ruas” no dia 3 de janeiro.

Pelo andar da carruagem, ela não conseguirá dar ” o cavalinho de pau desburocratizador” necessário, a não ser que os militantes que tanto se mobilizam de forma voluntária e espontânea nas Redes, energizados por Lula e pela História do PT, mas sem um comando estratégico que ligue TI e Comunicação, um novo “junho de 2013” pode ser urdido dentro de nossas próprias trincheiras, como aquele aliás, que levou centenas de milhares de militantes petistas as ruas e que só serviu para desgastar Dilma e seu Governo, quando ela e seu Governo estavam no auge das realizações.

Sugiro também a leitura dos artigos a seguir, pra quem quiser saber mais:

Fragmentos da Guerra Hibrida: Pesquisa mostra origem, antecedentes e consequências de junho de 2013 no Brasil

A Guerra em Casa (Por Lúcio Uberdan)

Jornadas de Junho de 2013, 9 anos depois: Um País Caótico e as eleições de 2022

As sombras de junho de 2013 e as eleições de 2022 (Por Arnóbio Rocha)

Eleições 2020/22: na guerra híbrida, esquerda precisa fazer comunicação anticíclica

Livro GUERRA HIBRIDA CONTRA O BRAZIL tem lançamento nesta QUINTA, as 18 h, no Sindicato dos Bancários de Porto Alegre

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