Aplicativos/Porto Alegre

Motoristas e Entregadores de Aplicativos nas ruas de Porto Alegre por um Futuro com Direitos e Seguro

Trânsito parou em Porto Alegre com a Mobilização de Motoristas e Entregadores de Aplicativos

Nesta Terça-feira, Porto Alegre presenciou a maior mobilização conjunta de Motoristas e Entregadores de Aplicativos. A ação fez parte da Mobilização Nacional de Motoristas e Entregadores de Aplicativos que aconteceu no Brasil todo contra as alterações feitas no PL 12/2024. A mobilização foi organizada pelo Simtrapli-RS e pelo Sindimoto e vai muito além de uma disputa por taxas: é um manifesto pela preservação da vida de quem move a economia da Capital e da Região Metropolitana.

A Mobilização Nacional reivindica Piso Mínimo por Corridas e Entregas, mas vai muito além disto. A retomada do conteúdo original do PL 12/2024 do Governo Lula, que foi completamente modificado pelo Lobby das Empresas de Aplicativos também esta na pauta de reivindicações.

Um dos pontos mais sensíveis que o movimento exige resgatar é a obrigação das plataformas de assumirem os custos de seguridade. No projeto original defendido pelo Governo e por Guilherme Boulos, a “conta” do risco deixa de ser exclusiva do trabalhador:

Seguro Contra Acidentes Obrigatório: O PL estabelece que as empresas devem contratar e custear seguros de vida e de cobertura de danos para os motoristas e entregadores, sem qualquer desconto no repasse das corridas.

Acesso à Saúde e Afastamento: Ao formalizar a contribuição previdenciária patronal (feita pelas empresas), o projeto garante que o trabalhador tenha direito ao auxílio-doença. Em Porto Alegre, onde o trânsito é um desafio diário, isso significa que um acidente não resultará em fome para a família, mas em amparo garantido pelo sistema de saúde e previdência.

A mobilização do Simtrapli e do Sindimoto destaca que a tecnologia não pode ser usada para anular o futuro. Com a contribuição previdenciária garantida pelas plataformas no texto original:

A união entre motoristas e entregadores hoje em Porto Alegre é o sinal de que a categoria não aceita mais ser tratada como um “custo operacional” descartável. O resgate do PL original é a única forma de garantir que as plataformas paguem o preço justo pela força de trabalho que utilizam, assumindo sua responsabilidade social e humana.

Seguem na Planilha as Diferenças entre o que o Governo Lula propôs e o que o Lobby das empresas com a subserviência dos Deputados bolsonaristas queria fazer:

TemaProposta Original (Governo/Boulos)Projeto Alterado (Lobby das Empresas)
Seguridade SocialContribuição obrigatória das empresas para o INSS, garantindo auxílio-doença e aposentadoria. 🏥Redução ou eliminação da cota patronal, dificultando o acesso a benefícios previdenciários.
SegurosSeguro de vida e acidentes custeado 100% pelas plataformas. 🛡️Seguros parciais ou repasse de custos camuflados para o trabalhador.
Piso SalarialValor mínimo por hora que considera o custo de manutenção (gasolina/moto). ⛽Piso baseado apenas no tempo de “corrida aberta”, ignorando o tempo de espera.
TransparênciaProibição de bloqueios sem justificativa detalhada e direito à defesa humana. ⚖️Manutenção da soberania dos algoritmos (“caixa-preta”) para desligar profissionais.

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3 pensamentos sobre “Motoristas e Entregadores de Aplicativos nas ruas de Porto Alegre por um Futuro com Direitos e Seguro

  1. É muito triste ver, e confirmar, que só com dor para entender que se é espoliado, achincalhado, esculachado, esculhambado, escrachado e arregaçado.

    A idiotização pela manipulação é uma tragédia e, como tal, precisa ser combatida o tempo todo.

    A população ainda cai demais nas mentiras e é tramas canalhas e covardes de políticos igualmente canalhas e traidores da pátria e da nação. São uma danação!

    Abraço grande e fraterno.

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  2. Logo que esses aplicativos de telentrega e de táxi chegaram, traziam uma promessa: “seja você o seu patrão”, você faz a sua jornada, trabalha no horário em que quiser e estará livre da CLT e dos patrões! Chegaram a insinuar que, trabalhando para essas plataformas você estaria se tornando um empreendedor! Nessa toada, criticavam a CLT e a carteira assinada.

    Abraçaram o discurso de que você estaria trabalhando livre da interferência do Estado e do governo!

    Menos governo, mais empregos!

    Menos governo, mais liberdade para o cidadão!

    Passada a euforia inicial, esses trabalhadores começaram a perceber que estavam sendo explorados, tanto quanto os seus iguais de carteira assinada. Mas há uma diferença muito grande entre ser “explorado” com carteira assinada e todos os benefícios (direitos) que a CLT oferece e ser espoliado diretamente pela plataforma, em que você utiliza o seu automóvel ou motocicleta.

    Agora aquela instituição, o governo, que foi pintado como o demônio passa a ser a tábua de salvação dessa categoria.

    Será que agora se deram conta de que estavam a engrossar as fileiras dos chamados “pobres de direita”?

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    • Não só eles, mas a maioria da sociedade foi ganha para o discurso do individualismo ultra neo liberal e por isto parte grande aderiu ao discurso e a ideologia nazifascista. Não há “pobres de direita”. Há sim muita gente convencida de que este caminho do “cada um por si” é melhor que tudo o que o Estado oferece, mas do qual boa parte se sente excluida.

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